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Defesa de Lula protocola primeiro recurso contra sentença de Moro

15 Julio 2017

No mérito, é notável o esforço do juiz para enquadrar Lula como evasivo, contraditório e até mentiroso em sua defesa pessoal, além de taxar provas que poderiam contar em favor do ex-presidente como "fraudulentas" ou sem crédito. Nas 67 páginas do documento, a defesa de Lula questiona a decisão que condenou o ex-presidente a 9 anos e seis meses por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O recurso, denominado embargo de declaração, é dirigido a Moro e só depois dele é que a defesa poderá recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Com a proximidade e grande probabilidade de que uma suposta condenação inviabilize Lula de poder concorrer à eleição presidencial de 2018, o deputado petista Vicente Cândido traça um plano que pode reverter essa possibilidade. Em coletiva na sede do Partidos dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, Lula esteve ao lado de correligionários como a presidente da legenda, a senadora Gleisi Hoffmann, as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ) e do escritor Raduan Nassar.

As articulações envolveriam uma chapa majoritária encabeçada por Ayache, tendo como candidatos ao Senado Zeca do PT e o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB).

"O cenário apresentado pela sentença se torna ainda mais temerário quando se verifica que este juízo, na ausência de provas da acusação, toma como verdadeiras as afirmações de pessoas que, por circunstâncias diversas, não merecem maior credibilidade nas afirmações lançadas nestes autos - como o colaborador Delcídio do Amaral, além de Pedro Corrêa e Léo Pinheiro", diz trecho do recurso.

A decisão do justiceiro Sérgio Moro revela seu engajamento como o militante partidário que se disfarça na toga de juiz para combater inimigos ideológicos. Em entrevista à Rádio Bandnews FM, o desembargador disse ter "quase absoluta certeza" que o caso será apreciado até outubro, no primeiro turno das eleições. O desembargador nega que o caso de Lula vai 'furar a fila' dos demais processos.

A extensa manifestação do justiceiro Sérgio Moro não é uma sentença, porque é, antes disso, uma acusação.

- Se alguém pensa que com essa sentença me tiraram do jogo, pode saber que eu estou no jogo - declarou. O objetivo do ex-presidente, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), seria garantir a liberação de financiamentos para obras de engenharia na Angola. A denúncia tem como base as delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Moro criou para si mesmo a obrigação de proferir a sentença condenatória do Lula, a despeito da inexistência absoluta de provas e de fundamentos legais para condená-lo. Na mesma ação, o presidente responde por "vender" interferência no governo da também ex-presidente Dilma Rousseff em troca da edição da Medida Provisória que concedeu benefícios para a indústria automobilística. Ele é acusado por tentar obstruir a justiça. O que o ex-presidente disse em Curitiba foi comparado ao que foi afirmando na condução coercitiva, com o intuito úncio de expôr eventuais incongruências.

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