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Ex-presidente do Peru detido por suspeita de corrupção

16 Julio 2017

O casal é acusado de lavagem de dinheiro relacionada a doações de campanha irregulares feitas pela Odebrecht.

O pedido de prisão preventiva foi acatado pelo juiz Richard Concepción Carhuancho, após o casal se ausentar de uma audiência convocada pelo magistrado. Um documento do Supremo Tribunal Federal do Brasil assinala que, de acordo com o empresário da construção, "o Grupo Odebrecht, a pedido de Antonio Palocci Filho, enviou, através do Departamento de Operações Estruturadas [o setor da Odebrecht encarregado de administrar as propinas], três milhões de dólares (10 milhões de reais) ao candidato à Presidência do Peru Ollanta Humala".

A Promotoria também investiga doações de empresas venezuelanas à sua campanha de 2006, ano que Humala foi derrotado por Alan García. Os recursos teriam sido utilizados nas campanhas presidenciais de 2006 e 2011.

Entre as informações entregues pelo promotor estão documentos sobre a transferência de dinheiro entre a conta do Partido Nacionalista e a de Nadine Heredia, acrescenta. E, minutos após a divulgação da Justiça, o casal deixou o local em direção ao escritório do juiz.

O jornalista peruano Gustavo Gorriti, especializado em desvios de verbas e representante no Peru das investigações sobre operação brasileira Lava Jato e os Panamá Papers, disse ao jornal Folha de S.Paulo que a Procuradoria peruana não tem agido da melhor forma.

Delatores têm relevado esquemas de corrupção em países da Europa, África e Américas.

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"Estamos aqui e até entregamos nossos passaportes [às autoridades]", disse Humala, numa rápida entrevista em Lima, capital peruana, enquanto esperava a decisão do juiz.

Já sua esposa escreveu: "agradeço aos quem não condenam antes do tempo e que acreditam na inocência até que existam provas, que hoje não foram apresentadas".

A defesa de Humala, por sua vez, considerou a decisão arbitrária. Os advogados do casal prometeram recorrer à Justiça. O mesmo juiz já havia ordenado a prisão de um outro ex-presidente peruano, Alejandro Toledo, por acusações semelhantes.

Em abril, a Justiça determinou a prisão de Alejandro Toledo, que governou o país entre 2001 e 2006, por lavagem de dinheiro e recebimento de propina da empreiteira.

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